terça-feira, 6 de novembro de 2012

Devil's Drink 31 - Marcada...

Bem vindo, Antônio Dayrell. Entre e sirva-se!
Com o término da história, "Uma Vampira na Cidade" de Adriano Siqueira e Stefany Albuquerque, inevitavelmente eu, que estava ávido por todo o desenvolvimento da história, não tinha como não escrever mais uma pontinha da história. Só espero que não fique por isso mesmo, eu quero mais, mais...



Devil’s Drink 31 – Marcada...

 

            Depois de vários meses procurando, meu informante no Brasil me enviou uma mensagem para encontrá-lo numa pequena cidade do interior. Fui até o local na hora marcada:

            – Encontrou o que eu queria? – perguntei.

            – Sim. Ela está presa em um laboratório para gerar um filho e não saíra de lá até que ele venha ao mundo. Além disso, ela está muito machucada, há um bom tempo que foi marcada por forças demoníacas e as feridas custam a sarar, reabrindo de vez em quando...

            – E então?

            – Suas suspeitas estavam certas...

            – Ótimo! Pensei que nosso último encontro tivesse sido um problema, mas vejo que saiu tudo do jeito certo. O tio San vai adorar saber disso! Obrigado por tudo...

            – Não está se esquecendo de nada?

            – Calma, já estou pegando! Já estou pegando! – tirei do bolso um pergaminho com poderes mágicos e entreguei a ele. – Faça bom proveito!

            – Farei...

            Depois de pegar o endereço do laboratório, me dirigi para lá. O lugar era muito bem protegido por diversos lobisomens grandes e bem treinados que poderiam farejar o cheiro de uma mosca a quilômetros. Preferi não passar pela segurança e fui direto para o quarto onde ela estaria.

            Uma enfermeira verificou os sinais vitais da paciente que estava completamente presa a cama e saiu do quarto. Ao fechar a porta, surgi de trás dela. A grávida acordou e percebeu que eu estava no quarto:

            – Você?! Enfermeira! Socorro!

            – Não adianta. Eles não vão te ouvir... Aliás, não há como abrir a porta...

            – O que você quer? Eu não tenho mais nada, sou apenas uma prisioneira aqui! – ela gritava de raiva, enfurecida com a minha presença.

            – Não tema Minerva... Por ordens superiores terei de deixá-la viva e vim ver como você estava. – sorri para ela amigavelmente.

            – Mentira! Uma criatura como você não me deixaria viva por ter traído os lobisomens e ter devorado humanos! – ela não se continha na cama, queria se desprender de qualquer jeito.

            – Sabe Minerva, alguém como eu está ligado à natureza, o que você sente eu sinto. E não apenas isso! Posso sentir quando outros seres estão surgindo...

            – Se afaste de mim! – me aproximo dela e acaricio a barriga inchada que parecia uma bola.

            – Você não está grávida de sete meses... Você está grávida de nove!

            – Impossível! Há nove meses eu não estava aqui!

            – Justamente... Há nove meses você estava com aquele lobisomem do clã nórdico.

            – Não é possível! É mentira!

            – Minerva, Minerva... Você desconhece os meus poderes e minhas influências. O pouco que conheces de mim vem das lendas que contam por aí, nada realmente concreto. Os meus poderes poderiam dar um nós no seu cérebro se eu te contasse tudo o que sei, e eu realmente sei muito!

            – Fale logo! O que você fez comigo?

            Sorri abertamente, rasgando os cantos da minha boca, revelando uma fileira enorme de dentes pontiagudos. Minhas escamas metálicas e vermelhas brotaram em minha pele cobrindo todo o meu braço direito. Na ponta de meus dedos, longas garras agudas cresceram. Parte de meu rosto foi tomado pelos poderes draconianos, o fundo de meu olho direito tornou-se vermelho e uma marca escura percorreu as pálpebras descendo da lateral do rosto e indo para o nariz.

            – O que é você?! – disse ela apavorada.

            – Hahahahahah... Um draconiano! E este bebê será a reencarnação daquele lobisomem albino!

            – Não! O clã nórdico não possui mães!

            – Sim! Você pagará pelos seus erros tendo um filho que irá te matar congelada quando nascer! Hahahahahah!

            Depois que parei de gargalhar, sorri para ela de novo. Minhas garras brilharam em incandescência e fiz alguns movimentos com o dedo indicador sobre a barriga e a testa dela.

            – No entanto... Pediram-me para que você não fosse levada ainda, a criança precisa nascer. – reparei as marcas demoníacas, curando-as.

            – Me mate! Me mate, por favor! Eu faço qualquer coisa, mas não deixe essa criança me congelar lentamente!

            Segurei o seu rosto suavemente e lhe dei um beijo de boa noite na testa.

            – Seu sangue é poderoso Minerva. Talvez você sobreviva... Ou não! Hahahahahaha...

            – NÃO! NÃO ME DEIXE AQUI! EU SUPLICO!

            – Até uma próxima vez, shewolf... – flutuei até a parte de trás da porta e ela se abriu, a enfermeira veio ver se ela estava bem. Encontrando-a consternada, rapidamente aplicou-lhe um sedativo que a fez dormir.

            Não sei o que aconteceu a ela, talvez tenha sobrevivido. Sei apenas que aquele laboratório hospitalar foi encontrado completamente congelado alguns dias depois, nenhum sobrevivente encontrado.

            Pensando no que eu faria depois daquilo, conclui:

            – Se Morticia está por aqui, que tal fazer uma visita? As energias daquela vampira são tão... sedutoras! Victório, seu bobo! Tome cuidado, a sedução é vermelha... como o sangue!

...