terça-feira, 27 de novembro de 2012

Meu nome é Lua de Sangue – O Começo

Pessoal, este é um ótimo trabalho feito pela Harinara Carolina, uma escritora tímida que precisa de incentivo para continuar a escrever. Eu pessoalmente adorei a história, e recomendo ela para vocês. Me ajudem a convecê-la a criar mais histórias sobre a Luna, por favor? Ela precisa!

Meu nome é Lua de Sangue – O Começo

Escrito por: Harinara Carolina 'HCSBC'
Editado e Revisto por: Victório Anthony


Meu nome é Luna Blue, fui transformada a menos de três meses. Estou muito confusa com o que sinto, com o medo que tenho e de não poder controlar essa fera que está dentro de mim. Por isso, peço um pouco de sua atenção, vou contar o começo de tudo.

Como qualquer garota normal... Não vou mentir, eu, com meus vinte anos, não era muito normal. Sou meio estranha, adoro coisas que para a maioria não passa de contos de fadas ou historias de terror. Tive muitos problemas na minha infância e adolescência. Quando cursei o segundo ano da faculdade de história pude finalmente ver que pessoas como eu se destacam nesse mundo.
Numa noite sem sono e sem nada para fazer, resolvi acessar a internet no meu notebook e checar meus e-mails. Ao fazer isso me, despertou uma vontade de entrar em uma sala de bate-papo e falar com alguém. Como apelido coloquei “Lua de Sangue”, não sei por que fiz isso. Passou algum tempo sem que ninguém aparecesse. Foi então que um cara com apelido “Cavaleiro das Trevas” veio falar comigo:
– Oi, tudo bem?
– Oi, sim e você?
– Vivendo como a noite, o que faz aqui?
– Estou sem sono, e vim ver o que se passa numa sala de bate-papo. E você?
– Estudando o comportamento de algum humano.
– KKKKKKK! Vai me dizer que você não é um?
– Claro que sou... Vamos mudar de assunto. Quantos anos?
– 20 anos e você?
– RS! Apenas 30 anos.
– Porque o riso?
– Nada, deixe quieto. Como você é?
– Hum, sou alta, melhor falando 1,70, cabelos lisos e negros como as trevas, olhos castanhos; não sou magra nem gorda.  E você, como é?
– Sou bem alto, 1,90, cabelos loiros, quase brancos puxando para o cinza, enrolados como de um anjo, olhos azul esverdeados. Tenho um porte físico harmônico. Do que você gosta? 
– Não se assuste... Adoro ler, dançar e adoro muito os vampiros. Pena que não existem...
– É o que você pensa?
– Sim, mas deixe quieto e você, o que gosta?
– De muitas coisas do século retrasado, mas muito desse século também.
– Como o quê?
– Os carros, modo de vida... Do século retrasado a cultura.
– Gostei.
– Sério?!
– Sim. Pessoas diferentes transformam o mundo.
– Falou como uma verdadeira sábia!
– Caro amigo, tenho que ir, mas deixo meu email para nos correspondemos.
– Claro, acho que Morfeu atingiu alguém.
– Pior que sim. Então, meu e-mail é meio infantil, mas não ligue, lua.vamp@hotmail.com
– Que nada, só mostra sua personalidade!
– KKKKKK! Que bom, beijos.
Sem nem responder direito, desliguei o notebook e fui dormir. Sonhei com um ser que enorme que me dominava, acordei assustada. Olhei o relógio, já era hora de acordar. Levantei da cama e fui tomar banho para ir à faculdade.
Vou acelerar algumas semanas à frente, para encurtar. Quando estava fazendo um trabalho para faculdade, acabei recebendo um e-mail em modo privado. No e-mail dizia: “Olá, lembra de mim? Acho que não... Sou o ‘Cavaleiro das Trevas’, tomei coragem e resolvi te escrever, queria de conhecer melhor.”
Eu respondi o e-mail e por algumas semanas, cerca de um mês, fiquei sem resposta. Até que um dia marcamos de nos conhecer. Fui ao seu encontro num restaurante francês durante a noite. Ao chegar, me sentei em uma mesa e fiquei a sua espera.
Depois de vários minutos achei que tinha levado um bolo. Foi então que vi um homem alto, muito branco e bonito, parecia um lord. Aproximando-se da mesa, falou:
– Minha senhorita, tu és Sangue? – dei um sorriso irônico.
– Não entendi. Você é o Cavaleiro?
– Sim, posso me sentar?
– Claro. Qual é seu nome?
– Luca de Castro, e o teu minha dama?
– Luna... Nossa! Você não era nada do que eu imaginava.
– Hum, que bom.
Depois do jantar fomos ao parque, onde a lua cheia estava linda. Nos sentamos em um banco bem afastado. Ficamos em silêncio, até que ele perguntou:
– Qual foi seu maior pecado?
– Não sei, acho que perder minha virgindade antes do tempo.
– Hum, isso não e um pecado, é só uma dádiva. O sexo é o néctar dos Deuses!
– Nossa! E o seu, qual foi?
– Não morrer.
Percebi que ele estava com a mão em volta da minha cintura, foi se aproximando cada vez mais e continuou:
– Você teria coragem?
– Do quê?
– De ter uma noite comigo?
– Não acha muito cedo?
– Sua vida é curta. Não pode desperdiçá-la.
– Hum. – pensei um pouco. – Tenho coragem sim.
O que eu estava fazendo era loucura. Não tenho certeza, acho que ele estava me hipnotizando. Saímos do parque, fomos até o hotel em que ele estava hospedado:
– Que medo!
– Do que minha dama?
– Não sei...
Sem perda de tempo ele fechou a porta do quarto e me agarrou. Com suas mãos percorreu meu corpo até achar o fecho da minha blusa e abri-la com uma delicadeza que me arrepiava, me deitou na cama e me despiu deixando-me só de calcinha e sutiã. Com seus lábios beijou minha boca e foi descendo para o pescoço. Vi seu semblante e percebi que estava calmo, a não ser pelo seu olhar faminto. Sua boca chegou aos meus seios junto com suas mãos em minhas costas, onde tirou meu sutiã com força, parecia que ia me machucar. Eu estava tão arrepiada que comecei a ficar envergonhada:
– Não fique assim, hoje será uma noite que você não vai esquecer!
 Sem me deixar responder, voltou ao que estava fazendo até chegar às minhas coxas e tirar minha calcinha. Em poucos minutos senti sua mão abrindo minhas pernas e se deitando em cima de mim. Senti-o penetrando com tanta força que me contorci de dor:
– Doeu?
– Um pouco...
Ele apenas sorriu e continuou. Quando eu já não aguentava mais, ele parou e encostou-me a seu peito. Eu estava quase dormindo e ele disse:
– Agora você será minha para sempre.
– Como assim?
Em um piscar de olhos ele se mostrou o que realmente era. Por Deus! Um vampiro de verdade! E acabei sendo mordida:
– Minha querida, tu queres a morte ou a eternidade?
“O que eu faço agora? Não quero morrer, mas tenho medo do que vou me tornar!”, eu pensava. E ele prosseguiu:
– Fale. O que tu queres?
– Quero a eternidade...
– Uma bela escolha minha dama. – ele cortou seu pulso e mandou-me tomar o sangue que vertia dele. Olhava para mim como se olhasse uma criança indefesa – Chega ou vai me matar.
– Não estou me sentindo bem.
– Deite e durma um pouco, não te abandonarei minha dama.
Quando acordei, ele estava no banho. Senti uma vontade imensa de ir até lá:
– Minha querida, venha aqui! – como ele sabia que eu queria ir até ali? Adivinhando de novo, respondeu. – Posso ler sua mente.
– Sério?!
– Você também poderá.  Venha e faça o que quiser.
            Levantei-me, estava enrolada nos lençóis e fui até o banheiro. Entrando, ele me perguntou:
– Você mentiu em uma coisa e eu sei o que é. Você era virgem?
– Ai! Sei que mesmo mentindo vai descobrir a verdade... Sim, eu era.
– Hum, o que veio fazer no banheiro?
Deixei o lençol cair. Ele saiu do chuveiro e acabei vendo que, além da altura, outra coisa também era grande:
– O que veio fazer no banheiro?
– Vou ter que falar?
– Não precisa. Deixe que eu fale e faça por você.
Como já estava nua não foi difícil ele tentar qualquer coisa. Ele me pegou com uma certa força que me deixou em êxtase, me jogou para debaixo da água e com o olhar começou a vasculhar pontos de prazer. Com suas mãos tocou minha cintura e pressionou meu corpo contra a parede. Beijou-me ardentemente e foi descendo para o pescoço. Chegando aos meus seios, dava uma leve mordida e em seguida beijava, deixando-me louca de desejo. Suas mãos desceram para as coxas fazendo com que eu ficasse suspensa com as pernas cruzadas em suas costas. Sua boca desceu até a barriga, foi beijando ate chegar à virilha, onde senti a penetração. Ele brincava com meu corpo. Deitou-me no chão e começou a me dar mordidinhas. Eu instintivamente comecei a arranhá-lo, troquei de posição e fiquei encima dele. Ele me olhou como se não esperasse minha reação:
– Aprendo rápido.
Com um sorriso no rosto, ele pegou minha cintura e pressionou para baixo onde tive a certeza que tinha entrado tudo. Passamos muito tempo brincando:
– Quero tomar um banho. Estou com fome...
– Sim, minha querida, vou preparar algo para você comer.
Fiquei sozinha debaixo do chuveiro. Pensei comigo: “Meu corpo mudou, estou mais forte, não sei. Sinto-me faminta, mais sedutora. Meu corpo ficou pálido e gelado, meus olhos mais vibrantes. Só não sei se tenho poderes.” Luca me chamou:
– Minha querida, não vai sair do banho?
– Só um minuto...
Saí do banho. Ele me deu uma taça com um liquido vermelho. Aliás, melhor falando, era sangue! Bebi como se estivesse uma semana sem comer:
– Nós temos que nos alimentar a toda hora para conter esse animal que há dentro de nós.
– Não sei se tenho coragem de matar alguém...
– No começo é assim mesmo. Por isso que estou aqui, para te ensinar.
Coloquei minha roupa e falei-lhe que tinha que ir até em casa para ver como estavam às coisas:
– Não precisa, já fui à sua casa, fiz uma mala com seus pertences e trouxe comigo.
– Como assim?
– Estou te vigiando há algum tempo. Vai fazer um mês...
– Sério?!
– Queria ver como você era antes de te tornar uma vampira, porque, se não me interessasse, ia só passar de uma refeição.
Fiquei chocada com o que ele me disse, mas não me importei. Luca me falou que tinha que sair da cidade, queria me mostrar uma vida mais animada e cheia de perigos. Saímos do hotel e entramos em um táxi sem rumo.
O resto da historia conto depois, um grande beijo de sangue para vocês!


Continua...

...


Por Harinara Carolina

Um dia, uma menina com a mente aberta perguntou a sua mãe:
- Mãe, na lua tem rosas?
Sua mãe achando piada :
- Minha filha, não fale isso para ninguém.
Até que um dia misteriosamente caiu uma rosa azul, mas não um azul qualquer, sim um azul que parecia a Lua Azul.
Por vários motivos a Luna se chama Luna Blue...